segunda-feira, 28 de novembro de 2011

10 anos de história




 





Cezar Rodrigues Campos (São Sebastião do Paraíso, 15 de março de 1940 - 24 de março de 1999) foi um psiquiatra brasileiro. Formou-se em Medicina no ano de 1966, na Universidade Federal de Minas Gerais. Ao longo de sua formação, integrou-se ao grupo de psiquiatras do Hospital Galba Velloso dirigido por Jorge Paprocki. Participou, ali, como estudante e professor da então recém constituída Residência em Psiquiatria (curso de especialização) do Hospital.

Trajetória

Durante as décadas de 60, 70 e 80, Cezar atuou primeiramente no Hospital Galba Velloso, sendo que de 1984 a 1985 ocupou o cargo de diretor. Posteriormente,trabalhou no Instituto Raul Soares (IRS), sendo que, neste, foi preceptor, durante as décadas de 70 e 80, da Residência em Psiquiatria, onde se destaca seu trabalho com a disciplina de Psiquiatria Social.

Entre os anos de 1967 a 1972, Cezar participou da constituição de experiência de comunidade terapêutica e, posteriormente, Residência Psiquiátrica, no Hospital Espírita André Luís (HEAL).

No ano de 1979, esse psiquiatra foi o principal organizadordor do III Congresso Mineiro de Psiquiatria, evento de grande relevância para as transformações da política da assistência à Saúde Mental não só mineiras, mas também em âmbito nacional. Esse Congresso foi importante para a articulação da luta antimanicomial mineira e brasileira. Foi nele que ocorreu a apresentação do conhecido curta metragem "Em Nome da Razão", de Helvécio Ratton (1979), que retratou o estado desumano que se encontravam os internos do Hospital Colônia de Barbacena. Na mesma época, foram publicadas uma série de reportagens de Hiram Firmino no Jornal Estado de Minas, que gerou o livro “Nos porões da Loucura” em 1982.

Entre julho de 1986 a março de 1987, Cezar foi superintendente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) e, até o ano de 1993, Coordenador de Saúde Mental da Fundação.Durante os anos de 1987 e 1988, Cezar lecionou na Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP), no primeiro curso mineiro de Especialização em Saúde Mental. Lecionou as disciplinas de Psicopatologia (1987) e Clínica em Saúde Mental (1987 e 1988). Durante o período em que trabalhou na Escola de Saúde Pública de Minas Gerais, este psiquiatra discutia os problemas encontrados nos Serviços de Saúde Mental procurando formar profissionais críticos com relação à situação da assistência psiquiátrica. Desde 1987, Cezar participou, como ativista, do Movimento de Luta Antimanicomial e da constituição do Fórum Mineiro de Saúde Mental.

No ano de 1993, Cezar tornou-se Secretário de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte, permanecendo neste cargo até 1996. Implantou, ao longo desse período, os primeiros serviços de saúde mental substitutivos aos hospitais psiquiátricos de Minas Gerais (CERSAMs - Centros de Referência em Saúde Mental). Trabalhou também na elaboração da Lei Estadual 11.802 (Lei Carlão), de 18 de janeiro de 1995, que dispõe sobre a promoção de saúde e a reintegração social do portador de sofrimento mental.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte concedeu o título de Cidadão Honorário a Cezar Rodrigues Campos, após seu falecimento, reconhecendo sua contribuição para a cidade de Belo Horizonte, em 20 de novembro de 1999.


Fonte: Wikipedia